sábado, 24 de agosto de 2013

Não posso parar


Não posso parar!
As imperfeições inclinam-me a isso.
Não posso parar!
O esforço de hoje sera a recompensa de amanhã.
Não posso parar!
Por mais que me sinta fraca.
Não posso parar!
Meus sonhos são reais.
Não posso parar!
A raiz dessa ansiedade é irreal, ilusoria!
Não posso parar!
O que me guia hoje é a memoria, o inicio de tudo.
Não posso parar! 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Fazendo memoria

      
Era tudo tão...
                 radiante, vibrante,
                                       belo, alegre,
                                      cheio, eterno,
                                    vivo, incomparável,
                                       imutável, simples,                              
                                           certo, óbvio,
                                         claro, urgente,
                                       verdadeiro, doce,
                                        firme, presencial.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Amor...





“É assim que te quero, amor,assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes e como arranjasos cabelos e como a tua boca sorri,
ágil como a água da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amado.
Chegastes à minha vida com o que trazias,eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,e os que amanhã quiserem ouvir o que não lhes direi, 
que o leiam aqui e retrocedam hoje porque é cedo para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas uma folha da árvore do nosso amor, 
uma folha que há-de cair sobre a terra 
como se a tivessem produzido dos nosso lábios, 
como um beijo caído das nossas alturas invencíveis 
para mostrar o fogo e a ternura de um amor verdadeiro.”
Pablo Neruda

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Limitações


Como é difícil para o ser humano lidar com suas próprias limitações. Tenho para mim que ter paciência com o outro é mais fácil do que ter paciência com você mesmo. Amar, respeitar, compreender, acolher são verbos que precisam estar dentro de mim bem antes de tornar ação para o outro. A perfeição, o querer acertar sempre, está tão presente, que, ao me deparar com minhas imperfeições, defeitos, vejo como é necessário um “eterno recomeçar”.

É preciso ter uma liberdade interior de aceitar as limitações e não ir de encontro com elas, mas ao encontro delas, com amor que tudo supera e espera. Santa Terezinha, em sua sabedoria, dizia que amava sua pequenez e pobreza, na esperança cega da misericórdia divina.

Esses dias vi um passarinho que só conseguia dar pequenos vôos em cima de um galho. Por mais que ele tentasse inúmeras vezes voar mais alto, só ia até uma certa altura. Ao olhá-lo, percebi que ele estava se esforçando ao máximo, mas ainda não conseguia chegar a altura desejada.

Muitas vezes, aos olhos humanos, ainda voamos baixo, mas esquecemos de ver o quanto já voamos em comparação ao início. Alegrar-se com os pequenos vôos alcançados, é um exercício diário que requer paciência e determinação.

Santa Teresinha, rogai por nós!!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Crepúsculo


Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é da cor das venezianas.
Azul!... E que lindo céu!

Não sei a cor que há em mim.
A mistura de tons me ofuscam os olhos.
Sempre em busca de novos horizontes!

O inverno com sua cor cinza.
O vento incessante, inquieto.
O desejo de ver outra estação!

Sonetos, poemas que se entrelaçam.
Vou colorindo as horas do cotidiano.
E Chove!

Me transmudo, rio, estremeço.
O crepúsculo denuncia a noite.
Chegadas e partidas!

Psiu!
Silêncio!
Hora de dormir...!

domingo, 31 de julho de 2011

Música


Expressão jubilosa, latente, saliente;

Melodia inócua, sentida, banida de qualquer partida;

Verso falado, cantado, alado dentro da alma;

Vibração rítmica, que perpassa veias inatingíveis;

Prazer, descanço, oásis em meio as adversidades;

Letra incisiva, matéria real do coração;

Arte, parte de mim...!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

És tu...!


Procurei o amor
Me perdi, sem encontrar
No deserto da noite
Não ouvia seus passos

Onde estás, amado de minh´alma?
Onde estás? Feristes me coração!

Ao andar sozinha
Me feri em espinhos
Preciso voltar
Recomeçar o caminho

Quem é este, que anda ao meu lado?
Quem é este? Que aquece meu coração!

És tu...!