terça-feira, 7 de agosto de 2018

A experiência da fraternidade



Falar de fraternidade é falar de comunhão, de unidade de pensamentos e valores. Repito, unidade, e não igualdade de pensamentos e valores. Não basta estar junto, é preciso conhecer o outro, no íntimo, com seus pecados, fraquezas e também com suas virtudes e qualidades. Quem ama, é capaz de tocar as feridas do outro, potencializando-o para o amor sincero e desinteressado.
Nesse sentido, tomamos por base de que a experiência com o amor de Deus nos impele a tomarmos a iniciativa e de que vivemos em um eterno êxodo, onde o “sair de si”, o ir ao encontro do outro, deve nos mover constantemente como fonte de alegria e ressurreição. Mas, é preciso enfatizar também que naturalmente não conseguimos tal efeito. Por causa de nossas inclinações, somos submetidos a bloqueios, antipatias, tendências para olhar o negativo e o que ainda falta para a obra ser completada. Desse modo, devemos pedir constantemente a graça e a abertura ao Espírito Santo que é a nossa “força do alto”, para entrarmos na esfera dos planos de Deus.
Somos convidados dia a dia a subirmos ao monte do nosso coração onde habita o Amor por excelência, e, a partir dessa experiência transformadora nos lançarmos para o encontro do coração do outro, tendo sempre a consciência de que entre o “ser real” e o “ser ideal” existe um longo caminho a ser trilhado. Mas, temos a certeza de que o que é impossível a nós, se torna possível pela graça de Deus que nos envolve e nos dá ânimo para superarmos as barreiras e limitações.
Viktor Frankl, fundador da Logoterapia vem nos dizer que “ a auto-realização só é possível como um efeito colateral da auto-transcendência.” Por isso, a experiência da fraternidade é a forma mais humana de se chegar a Deus, pela vivência da doação mútua e da comunhão fraterna.
Que Deus nos dê força e coragem!!

Em teu colo


Me encontro contigo
Em teus átrios quero estar
Em teu peito, ficar
Me encontro contigo
Tua mão a me tocar
Teu sorriso, me darás
Vem derramar o teu Espírito em mim
Vem acalmar as minhas dores, ó Jesus!
Tua amizade / me sustentará
Em teu colo quero estar
Teu abraço / me afagará
Vem derramar o teu Espírito em mim
Vem acalmar as minhas dores, Ó Jesus!
Tu / não me decepcionará
Tua força a me amparar
Tua graça / me bastará
Vem derramar o teu Espírito em mim
Vem acalmar as minhas dores, ó Jesus!
E me faz te consolar
E me faz te adorar sempre assim
O meu sofrer é teu e o meu viver é para ti! (x 2)

Letra e melodia: Waleska Bezerra


terça-feira, 7 de novembro de 2017


Dilata meu coração
Uno-me a Ti por um apelo teu
Quero te encontrar nos irmãos
Buscar o que perdi e descobrir-Te, recomeçar
Oh! Sendo fraca, me confundirão os fortes
Nesta batalha, Tu vencestes!
Eis-me aqui!
Sou tua novamente!


domingo, 7 de agosto de 2016

A sacralidade do cotidiano

       
        Sempre gostou das coisas simples. Quando adolescente queria se casar com um homem bom, não precisava ser rico ou muito bonito, mas ter bom homor, ser trabalhador e fiel. Talvez, por isso, nunca almejou a opulência e tinha uma considerável admiração pela modéstia. Seu estilo de vida afirmava que a simplicidade era a mestra da felicidade.
O cheiro do café que vinha da cafeteira lhe motivou a trocar os pires e as xícaras habituais por outras menos usadas. Mudou também o local de pôr os pães e os colocou em uma bandeja florida. Preencheu o açucareiro. Viu que o pote de margarina estava quase no fim e pegou outro na geladeira. 
        O ritual cotidiano aos poucos foi tornando sagrado e o amor lhe dava autonomia para fazer o que quisesse. Colocou também o queijo, a geleia, o leite e o requeijão. A mesa estava posta. Chamou-o. Sentaram-se um na frente do outro. Era um dia lindo. Olhou para ele e sorriu. O sol ainda raiava nas frestas da janela.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Inspiração




 A palavra fala.
 O sopro acontece.
 O coração não se contêm.
 O interior é cercado de detalhe.
 Tem azul, tem amarelo, tem vermelho.
 O  sol nasce em cima da cabeça e o pássaro voa perto de mim.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Descoberta











Como ser tua, sendo eu tão pequeno?
A grande descoberta do que sou mistifica o oposto.
A história se repete e os dias passam.
A forma taciturna é o gosto pelo escondido.
Mas, como deixar a primazia da alegria?
Só aqueles que se olham, demoradamente, é capaz de entender.
Aos que querem saber, uma dica: a essência revela.
Há aqueles que buscam com frequência o sentido
Por que nada disso serve?
Diante das coisas criadas, o homem sente o caos.
Não se atreve a duvidar, mas não pensa em  mais nada.
Chegou a hora de sonhar.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Missão pessoal













Reza.
Dor e grito.
O tempo não acaba.
As palavras vão e vem.
Fantasmas fugazes.
Ruminações persistentes.
Interesses constantes.
Sonhos acordados.
O pensamento não para.
O que fazer, então?
Elogios e realizações.

A imposição é taciturna.
Ela me escolhe.
E se eu não quiser?
Mas eu sou ela.
Medita.
É noite.